Por Nádia Conceição
Será realizado, nesta quinta-feira (12), às 17h, na Praça Municipal em Salvador, o ato de lançamento do Plebiscito Popular pelo Limite Máximo de Propriedade da Terra. O ato, que acontecerá em todo país, é considerado o dia nacional de mobilização em memória a Margarida Alves, líder sindical assassinada brutalmente na frente de seu marido e filho no dia 12 de agosto de 1983 por se levantar contra ao poder dos latifundiários, na Paraíba.
O objetivo do plebiscito, que será lançado entre os dias 1 e 7 de setembro, é consultar a população sobre a necessidade e oportunidade de se estabelecer um limite para a propriedade da terra no Brasil. Em salvador será levado às ruas cruzes simbolizando os mártires que lutaram no campo e na cidade em busca de um mundo mais igualitário, organizações e movimentos sociais.
O Plebiscito Popular pelo Limite da Propriedade da Terra é promovido por 54 entidades que compõem o Fórum Nacional pela Reforma Agrária e Justiça no Campo, pela Assembleia Popular (AP) e pelo Grito dos Excluídos. O ato ainda conta com o apoio oficial das Pastorais Sociais da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e do Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil (Conic).
Na Bahia a ação foi aderida por movimentos populares, ONGs, pelo Movimento Sem Terra (MST), Movimento Sem Teto de Salvador (MSTS), Movimento dos Trabalhadores Desempregados, Movimento de Trabalhadores Assentados Acampados e Quilombolas (CETA), pela Associação dos Trabalhadores Rurais (ATR) e pelo Movimento Cáritas, entre outros.
De acordo com a assessora de Políticas Públicas da Cáritas, Cátia Cardoso, o plebiscito é uma chamada para o caráter social da terra. “Temos o direito de acessar alimentos, superar a relação de violência e esse ato, de chamamento para o plebiscito, também se constitui em beneficio da eliminação da violência no campo e na cidade, bem como uma denúncia da manutenção dos grandes latifúndios no país”, desabafa a assessora.
Além do ato, várias ações estão sendo desenvolvidas no Brasil. Na Bahia a Coordenação Estadual planeja o dia de mobilização nas Universidades, no dia 16/08 e no dia 03/09. Esse dia será um ato de divulgação do Plebiscito, na Praça da Piedade.
Após a realização do plebiscito, em setembro, de acordo com os organizadores, uma emenda popular de limitação para a propriedade da terra no Brasil, que também está sendo trabalhada, será encaminhada ao Congresso, juntamente com assinaturas, para que o plebiscito possa vir a se tornar uma lei.
Sindicatos participam de plebiscito pela limitação das propriedades rurais Texto publicado em 31 de Agosto de 2010 - 02h19 | |||||||||||||||||
por Claudia Santiago * | |||||||||||||||||
| Nesta semana, em várias cidades do País, sindicatos de trabalhadores junto com movimentos sociais vão falar do campo. Atendem ao chamado do Fórum Nacional pela Reforma Agrária e Justiça no Campo (FNRA), que realiza de 1º a 7 de setembro umplebiscito popular pelo limite da propriedade da terra no Brasil. * Quem é a classe trabalhadora hoje? A ligação dos sindicatos urbanos com o movimento dos trabalhadores rurais não é novidade. Pelo contrário: a reforma agrária está na pauta de muitos sindicatos no Brasil. Em alguns, timidamente. Em outros, com grande peso. Em algumas cidades, quando chegavam, na década de 1980, os militantes do MST se abrigavam nas sedes das CUTs estaduais. E de lá organizavam as suas ações. Massacres como o de 9 de agosto de 1995, em Corumbiara, em Rondônia; e o de Eldorado dos Carajás, no sul do Pará, em 17 de abril de 1996, foram repudiados pelo movimento sindical urbano. Chico Mendes, seringueiro e ambientalista assassinado em Xapuri, no Pará, em 22 de dezembro de 1988, era sindicalista. Foi dirigente nacional da CUT. Nos últimos meses de vida, integrou o grupo CUT pela Base que incorporou às suas formulações a tese dos Povos da Floresta, no III Congresso Nacional da CUT, em 1988. Marcha de movimentos de trabalhadores rurais são comuns no Brasil 1) Você concorda que as grandes propriedades de terra no Brasil devem ter um limite máximo de tamanho? 2) Você concorda que o limite das grandes propriedades de terra no Brasil possibilita aumentar a produção de alimentos saudáveis e melhorar as condições de vida no campo e na cidade? Tanto as assinaturas quanto o resultado do plebiscito serão enviados à Câmara Federal junto com o projeto de lei. É sempre bom dizer o que a gente pensa. Então... vamos votar!
Campanha Nacional pelo Limite da Propriedade da Terra Chamada para a Reunião da AP-DF Organização do Plebicito Popular pelo Limite da Propriedade da Terra BOM DIA! QUINTA, 01/07, 19h teremos reunião da Assembléia Popular DF. A pauta é discutir o Plebiscito do Limite da Propriedade de Terra ( logística, formação e articulação). LOCAL: Cáritas, Venâncio III, CONIC. Para Vanderlei Martini, representante da Via Campesina e membro da coordenação nacional do MST, este é o momento de se debater e pautar a sociedade a respeito de um tema tão atual. Como resultado da Campanha Nacional pelo Limite da Propriedade da terra promovida pelo Fórum Nacional pela Reforma Agrária e Justiça no Campo (FNRA), que desde o ano 2000 vem dialogando com a sociedade a respeito do tema, em setembro, entre os dias 01 e 07, junto com o Grito dos Excluídos, será realizado o Plebiscito Popular pelo limite da terra. A quarta consulta à sociedade articulada pelas organizações de classes do campo e das cidades e assumida também durante a II Assembleia Popular (AP), que ocorreu entre os dias 25 e 28 de maio em Luziânia (GO). Para Vanderlei Martini, da coordenação nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e representante da Via Campesina, este é um debate muito importante para o conjunto das organizações que fazem parte da AP, pois se trata de um debate atual. "O plebiscito do limite da propriedade da terra é louvável e é acertada a decisão da Assembleia popular em acampar mais esta campanha", declarou. Martini destacou que só possível a realização de uma verdadeira reforma agrária a partir do momento em que for possível mexer na estrutura fundiária do Brasil e por isso a discussão sobre o limite se torna essencial na atual conjuntura. "Mas num é só discutir o tamanho da propriedade, mas também o que vamos produzir no meio rural brasileiro, qual é o modelo de desenvolvimento que nós queremos? Quando discutimos o limite, nós também queremos debater o modelo de produção de alimentos saudáveis, com a força do trabalho familiar, respeitando o meio ambiente e produzindo prioritariamente para o povo brasileiro." De acordo com o membro da coordenação nacional do MST, a realização de plebiscitos populares massifica debates relevantes, primeiro dentro das organizações que compõe a AP, e depois no conjunto da sociedade como um todo. "O tema do limite não diz respeito somente aos povos que vivem no meio rural, mas também diz respeito a toda população brasileira", lembrou. Fonte: | |||||||||||||||||
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